Dengue: período de chuvas acende alerta para aumento de casos no Tocantins

O período mais chuvoso no Brasil, na maior parte do país, costuma ocorrer entre novembro e maio. Ao mesmo tempo em que contribuem para amenizar as famosas altas temperaturas, como no Tocantins, favorecem a proliferação do mosquito causador da dengue, que deposita ovos em recipientes com água parada. Além da dengue, o inseto também é responsável pela transmissão de zika e chikungunya.

Segundo dados do Ministério da Saúde, de janeiro a agosto de 2023, o Brasil registrou quase mil mortes por dengue confirmadas, e até o fim de outubro, mais de 1,6 milhão de casos prováveis foram registrados. No mesmo período, o Tocantins registrou mais de 2,7 mil casos, com dois óbitos confirmados, de acordo com o Informe Epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado.

Medidas simples como manter calhas limpas, caixas d ́água bem vedadas, colocar areia nos pratinhos dos vasos das plantas, virar garrafas de cabeça para baixo e descartar lixos, entulhos e pneus em locais adequados, são decisivas para evitar a proliferação do mosquito.

Os sintomas mais clássicos da doença, segundo o infectologista e consultor médico do Sabin Diagnóstico e Saúde, Marcelo Cordeiro, são febre, dores musculares e articulares, atrás dos olhos, nas costas e no abdômen, além de fadiga, mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo. “Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para a síndrome do choque da dengue, que pode levar o paciente ao óbito”, alerta o médico.

Conforme Nayara Borba, biomédica e gestora do Sabin no Tocantins, o diagnóstico da doença pode ser feito por meio de diferentes exames. “Temos os exames: antígeno NS1 e anticorpos IgG e IgM, que são testes rápidos, com resultado em até 1 dia útil. A detecção do vírus pode ser feita também por PCR e o PCR Combo, para a detecção de três vírus – dengue, zika e chikungunya, – ambos com resultado em quatro dias úteis. Realizamos a coleta em todas as unidades e, para garantir a comodidade do cliente, há a opção do atendimento móvel”, explica

A biomédica detalha ainda que, dentre os exames disponíveis para confirmar a doença, o NS1 tem a eficácia de detecção logo após o surgimento dos sintomas, já que a proteína está presente em grandes quantidades no sangue de pacientes com dengue, indicando uma fase aguda e ativa. “A sensibilidade do teste é mais alta no terceiro dia de febre. Quando o NS1 não está presente e há suspeita da doença persistente ou em pessoas com mais de cinco a sete dias de sintomas, recomenda-se fazer um exame de sangue após o sétimo dia, buscando anticorpos IgM. A detecção de IgG, comum na reinfecção, normalmente não acontece antes do nono dia dos sintomas. Portanto, a presença de IgG no início da doença pode indicar uma possível reinfecção”, ressalta Nayara Borba.

Fonte: Kiw Assessoria de Comunicação

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