Mulher é morta com golpes de picareta na cabeça e polícia desconfia que crime foi motivado por dívidas de droga

Uma mulher, de 43 anos, foi encontrada morta em uma casa no setor Nova Fronteira, em Gurupi. O suspeito teria usado uma picareta para agredir a vítima após cobrar uma dívida de drogas, segundo a Polícia Militar. Ele e outro homem foram levados para delegacia para prestarem esclarecimentos.

O caso foi registrado na tarde desta quarta-feira (3). Segundo a Polícia Civil a casa estava abandonada e a vítima tinha perfurações na cabeça. A picareta foi encontrada ao lado de uma cama, com vestígios de sangue.

No local, a PM encontrou 19 porções de substância análoga ao crack e um cachimbo para uso de entorpecentes. Investigações da 3ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa indicam que a vítima era dependente química e também praticava tráfico em pequenas quantidades para financiar seu próprio vício.

O suspeito teria dito à polícia que havia alugado a casa para a vítima e que foi o primeiro a chegar no local. Ele ainda contou que chamou pela mulher, mas por não ter resposta olhou por uma fresta na parede e viu ela deitada na cama. O homem então teria entrado pela porta da frente e viu o estado que a vítima estava.

No local, populares denunciaram que o locatário na verdade estava cobrando da vítima uma dívida de drogas no valor de R$ 300, e que ele seria o suspeito de ter praticado o crime.

Segundo a PM, outro homem também foi encontrado na casa, no momento em que a equipe chegava. Ele disse aos militares que era amigo da mulher e que tinha visto ela pela última vez, por volta das 1h10 de quarta. Ele disse que tinha ajudado a vítima com as mudanças e roçagem do lote ao lado.

O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal e até a publicação da reportagem não tinha sido liberado.

Os dois homens foram levados à delegacia e ambos negaram a participação no crime. Eles foram liberados em seguida.

A Secretaria de Segurança Pública informou que outras testemunhas ainda serão ouvidas. As equipes da 3ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa iniciaram o trabalho de coleta de imagens de circuitos privados de monitoramento. A perícia técnica esteve no local e possui o prazo de dez dias para apresentar suas conclusões por intermédio de laudo.

Fonte: G1 Tocantins

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